quinta-feira, 11 de novembro de 2010

As pessoas são motivadas pelos resultados que conseguem alcançar

texto de Márcio Miranda - www.workshop.com.br




Como empresário e negociador tenho procurado entender como se processa um dos mais importantes fatores do sucesso tanto pessoal como profissional — a motivação!

Para isso, tenho feito constantes pesquisas com empresários, executivos e profissionais das mais diversas áreas e posições, tanto no Brasil como no exterior. Todo esse esforço não foi em vão, pois consegui chegar a uma conclusão mais ou menos esperada − As pessoas são motivadas pelos resultados que conseguem alcançar. Sabe por que eu digo que essa conclusão era previsível? Porque ratificou um sentimento que eu tinha em relação à minha própria motivação e à motivação das minhas equipes de trabalho.

Todo esse aprendizado tem sido aplicado nas minhas empresas e, com toda certeza, tem contribuído, de forma significativa, para os excelentes resultados alcançados ao longo de quase 25 anos de existência.

“Quanto maior for o seu desejo,
maior tenderá a ser a energia que
você estará disposto a despender
para alcançar a sua meta.”


Mas essa conclusão trouxe consigo outros pontos importantes, que precisam ser abordados, sem os quais essa análise ficaria incompleta e sem qualquer finalidade – se a motivação é conseqüência dos resultados, os resultados são conseqüência:

Do objetivo claramente definido
Do conhecimento dos fatores direcionados para o objetivo
Da disciplina na aplicação desses fatores
Da experiência formada através da vivência
Da intuição para decidir em momentos nebulosos e
Da persistência que impede de desistir nas horas de desânimo




Se você analisar, com cuidado, o que acabei de dizer, vai concluir que a motivação é algo muito pessoal, já que a força aplicada na ação depende, exclusivamente, da força dos seus motivos. Quanto maior for o seu desejo, maior tenderá a ser a energia que você estará disposto a despender para alcançar a sua meta. Os motivos são seus, exclusivamente seus. São criados e alimentados pela sua mente. Mesmo quando você trabalha em equipe e, portanto, tem um objetivo em comum para ser alcançado, o seu objetivo pessoal estará alimentando a força que você estará direcionando para o objetivo coletivo.

Uma equipe vitoriosa é formada por indivíduos também vitoriosos. Talvez você, como líder, esteja querendo perguntar – Onde entra a atuação do líder nesse processo?

Ao líder caberá a árdua missão de:

Definir os objetivos com a participação da equipe
Descobrir o motivo que faz brilhar os olhos de cada subordinado
Disponibilizar os meios necessários
Avaliar cada indivíduo para descobrir forças e deficiências
Promover atividades para preservar as forças e corrigir as deficiências
Encontrar a função de cada membro para tornar a equipe mais forte
Cobrar resultados
Redefinir novas estratégias mais adaptadas às mudanças externas
Admitir e demitir, etc.

“Não que o dinheiro seja tudo na
vida. Ele não é! Mas eu percebo que
quem ri com dinheiro no bolso ri
muito mais feliz.”


Então, ficou claro que as pessoas se motivam através de resultados e que os líderes podem e devem ajudar seus liderados a manter acesa a chama da motivação, não ficou?

Mas, apesar de tudo, devo confessar que estou ficando bastante preocupado não só com o entendimento dos líderes sobre o verdadeiro significado de “motivar” como também dos meios que estão utilizando para motivar.

Sabe de onde vem esse meu medo? Dos mágicos, humoristas, artistas, esportistas e até palestrantes que criam as mais diversas máscaras para chamar a atenção das platéias.




A verdade é que a atividade de treinar, a única ação que, como vimos, pode motivar verdadeiramente o profissional através dos resultados que consegue obter, está se transformando em um verdadeiro picadeiro de circo.
Não que eu seja contrário ao trabalho desses profissionais. Muito pelo contrário! Se a sua empresa decidir contratar um humorista ou um mágico para desanuviar a mente do seu pessoal estressado pelas “batalhas” com a concorrência, ou para uma comemoração de final de ano, tudo bem!

Nessas condições estarão utilizando os profissionais adequados aos objetivos em questão.

Mas existem empresas que, quando questionadas sobre a programação de treinamento respondem, com certo ar de orgulho, que levaram todo pessoal para um hotel cinco estrelas em um lugar paradisíaco, onde puderam assistir a uma palestra motivacional ministrada por um humorista!

Dá para imaginar a despesa com estadias, alimentação e viagens, não dá?
Mas agora vamos ao principal No que a performance desses “profissionais do riso” poderá melhorar o resultado das negociações com compradores exigentes que, em função da crise que o mundo atravessa, são orientados pelos seus diretores a tirar até o sangue dos vendedores?

Aí vêm algumas perguntas que não querem calar:

Quem está à frente da elaboração dos programas de treinamento e da seleção dos seus respectivos palestrantes?

Será que os gerentes dessas equipes, únicos conhecedores das necessidades dos seus profissionais, estão chamando para si a responsabilidade da elaboração desse programa ou simplesmente delegam para o setor de diversão empresarial?

Terão os gerentes e responsáveis pelos resultados feito uma leitura clara das conseqüências da atual crise econômica?

Será que eles acreditam, de fato, que o “oba ‐oba” é uma arma suficientemente contundente para defender os seus territórios conquistados a duras penas?

De que forma estão sendo medidos os resultados individuais e coletivos obtidos após a realização desse evento?

Existe na empresa alguma avaliação de desempenho que permita elaborar um programa de treinamento com base nas necessidades do grupo, que seja capaz de maximizar o investimento?

Como é medida a variação do índice de auto‐estima que começa a ser pulverizado assim que os profissionais voltam para suas bases e começam a encontrar dificuldades para vencer as barreiras impostas por clientes preocupados com a sobrevivência das suas empresas?

As perguntas não param por aí! Mas acredito já serem essas suficientes para o leitor começar a se questionar. Permita‐me confidenciar um segredo. Essas são perguntas que eu me faço quando sento para elaborar um programa de treinamento para a minha equipe. Você sabia que para vender treinamento é preciso estar muito bem treinado?

Pois é! Eu consigo perceber o que acontece com a motivação dos meus profissionais quando recebem um salário recheado de polpudas comissões. Sempre que isso acontece, sentem ter alcançado um objetivo que lhes parecia impossível, e suas veias recebem uma nova carga de adrenalina que os deixa aptos a batalhar por maiores conquistas. Aliás, devo muito a eles o fato de ter aprendido que as pessoas são motivadas pelos resultados que conseguem alcançar. Não que o dinheiro seja tudo na vida. Ele não é! Mas eu percebo que quem ri com dinheiro no bolso ri muito mais feliz.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A maior gloria não é ficar de pé, mas levantar-se cada vez que se cai


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.




Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.




Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.




Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.




Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".




Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.




Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir..

"A maior gloria não é ficar de pé, mas levantar-se cada vez que se cai."

Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento em que um "sim" ou um "não" pode mudar toda nossa existência.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Hoje eu não sei o que pensar



Hoje acordei com uma sensação estranha, um sentimento confuso... algo está acontecendo que não sei explicar... minha cabeça tá dando voltas e não vejo a hora dela parar de girar.

São tantas coisas acontecendo, não sei se sou eu que não sei lidar com as mudanças que tem acontecido no globo, ou se realmente alguma coisa de muito estranho está começando a acontecer... e a velha pergunta ainda me atormenta .. será que vamos viver além de 2012..

Aonde esse mundo vai parar..

Estou esperando respostas...